
O que pode ser mais mirabolante, impactante, desestabilizante, emocionante do que ver duas frágeis criaturas, um homem e uma mulher predestinados um ao outro, enfrentando a crueza da distância física e do tempo, e a irrealização de seus sonhos?
Vivemos numa Era onde as mudanças são constantes. Mudança social é qualquer alteração nas formas de vida de uma sociedade. O que inclui alterações de cunho político e econômico. Que tenham alcance suficiente para que se alterem as formas dos indivíduos se correlacionarem, e possivelmente alterar também a maneira de uma sociedade produzir bens simbólicos e materiais. Partimos de uma comunicação extremamente rudimentar como a escrita em pedra, até a mais complexa, a que compartilhamos hoje onde a informação se propaga numa fração de segundos.
Partindo-se do preceito de que nenhuma sociedade é perfeitamente igual, com os avanços tecnológicos ela evolui num ‘piscar de olhos’. É neste novo contexto que surgem o jornalismo e a publicidade onde de imediato, eram utilizados para a divulgação de produtos, compra e venda de ideias. Propaganda seria então, uma espécie de arma para combater inimigos e popularizar o Estado, organizações do proletariado, escritórios e produtos.
À medida que a sociedade evoluía, a publicidade e propaganda demonstravam a sua importância e adaptavam-se aos diversos formatos da mídia. A contribuição dos intelectuais brasileiros como escritores, poetas, artistas, jornalistas (expansão das mídias eletrônicas), assim como a introdução das agências, foram fundamentais para a Publicidade e Propaganda.
É através da Indústria Cultural que podemos compreender melhor a necessidade da propaganda, que é entendida como o processo de padronização de bens e símbolos. A produção de bens e símbolos, são matérias primas para o fazer publicitário.
Por volta do século XIX foi criado um cartaz publicitário, que tinha como propósito impressionar, atrair a atenção com uma imagem pouco freqüente, um tanto repentina. O cartaz acompanhado de um texto publicitário assegurava a transmissão correta das mensagens. Foi a partir da Primeira Guerra Mundial, que o cartaz passou a ser amplamente utilizado, no entanto desempenhava novas funções emocionais apelativas diretas e imediatas. A partir disto a publicidade se expandiu, abandonando os velhos modelos culturais, para uma comunicação mais moderna, colorida, persuasiva, e porque não dizer sensacional.
É uma publicidade da padronização do homem-massa, onde as mensagens são cada vez mais rápidas e ao alcance de todos os indivíduos de uma sociedade.





(…) Por você, faria isso mil vezes! – me ouvi dizendo.
Virei, então, e saí correndo.
Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas não iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo.
Mas me agarrei àquilo. Com os braços bem abertos. Porque, quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez eu tivesse simplesmente testemunhado o primeiro floco que se derreteria.
Saí correndo. Um adulto correndo em meio a um enxame de crianças que gritavam. Mas nem me importei. Saí correndo, com o vento batendo no rosto e um sorriso tão grande quanto o vale do Panjsher nos lábios.
Saí correndo.”
* Hosseini, K. In: O caçador de pipas