quinta-feira, 15 de setembro de 2011


O que pode ser mais mirabolante, impactante, desestabilizante, emocionante do que ver duas frágeis criaturas, um homem e uma mulher predestinados um ao outro, enfrentando a crueza da distância física e do tempo, e a irrealização de seus sonhos?



- Fantástica Martha Medeiros

Saí de casa em um dias daqueles que não parecem fazer sentido, que nada parece ter sentido, encontrei um mendigo na rua e sorrindo disse:
- Bom dia!
então parei e pensei: se para este pobre homem é um bom dia, então porque não seria para mim?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011


“Sinto-me terrivelmente vazio. Há pouco estive chorando, sem saber exatamente por quê. Às vezes odeio esta vida, estas paredes… esses diálogos vazios”

(Caio Fernando Abreu)



“A nossa diferença fundamental é que você era capaz de viver as superficies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo”

(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


O segredo é tratar as pessoas como elas tratam você!

A Evolução Histórica da Publicidade

Vivemos numa Era onde as mudanças são constantes. Mudança social é qualquer alteração nas formas de vida de uma sociedade. O que inclui alterações de cunho político e econômico. Que tenham alcance suficiente para que se alterem as formas dos indivíduos se correlacionarem, e possivelmente alterar também a maneira de uma sociedade produzir bens simbólicos e materiais. Partimos de uma comunicação extremamente rudimentar como a escrita em pedra, até a mais complexa, a que compartilhamos hoje onde a informação se propaga numa fração de segundos.

Partindo-se do preceito de que nenhuma sociedade é perfeitamente igual, com os avanços tecnológicos ela evolui num ‘piscar de olhos’. É neste novo contexto que surgem o jornalismo e a publicidade onde de imediato, eram utilizados para a divulgação de produtos, compra e venda de ideias. Propaganda seria então, uma espécie de arma para combater inimigos e popularizar o Estado, organizações do proletariado, escritórios e produtos.

À medida que a sociedade evoluía, a publicidade e propaganda demonstravam a sua importância e adaptavam-se aos diversos formatos da mídia. A contribuição dos intelectuais brasileiros como escritores, poetas, artistas, jornalistas (expansão das mídias eletrônicas), assim como a introdução das agências, foram fundamentais para a Publicidade e Propaganda.

É através da Indústria Cultural que podemos compreender melhor a necessidade da propaganda, que é entendida como o processo de padronização de bens e símbolos. A produção de bens e símbolos, são matérias primas para o fazer publicitário.

Por volta do século XIX foi criado um cartaz publicitário, que tinha como propósito impressionar, atrair a atenção com uma imagem pouco freqüente, um tanto repentina. O cartaz acompanhado de um texto publicitário assegurava a transmissão correta das mensagens. Foi a partir da Primeira Guerra Mundial, que o cartaz passou a ser amplamente utilizado, no entanto desempenhava novas funções emocionais apelativas diretas e imediatas. A partir disto a publicidade se expandiu, abandonando os velhos modelos culturais, para uma comunicação mais moderna, colorida, persuasiva, e porque não dizer sensacional.

É uma publicidade da padronização do homem-massa, onde as mensagens são cada vez mais rápidas e ao alcance de todos os indivíduos de uma sociedade.

domingo, 14 de agosto de 2011

Obrigada por tudo...

E eu daria tudo pra ter mais um dia do seu lado. Daria tudo pra poder ter dar um abraço e te contar como foi meu dia, eu sinto muito por todas as vezes que eu te desrespeitei, por todas as vezes que por meus atos os palavras eu te magoei, eu sinto muito. Eu queria muito poder ouvir sua voz nem que seja pra mim xingar por eu não estar me agasalhando direito, ou talvez por eu estar assistindo TV muito alto. Mas não posso, posso apenas tentar lembrar dos poucos momentos que passamos juntos, e isso dói, dói muito, Saber que nunca mais poderei segurar sua mão e dizer, pai me desculpe, pai eu te amo, pai me perdoe. Peço apenas que onde quer que você esteja, cuide de mim, de minha família, de meus amigos.
Feliz dia dos pais, onde quer que você esteja. Pai, mesmo não estando mais aqui conosco saiba que mesmo assim te amarei eternamente (L) saudades eternas !

OBS: teria tanta coisa pra escrever deste homem maravilhoso, mas é uma pena que minhas lágrimas não me permitem continuar....

domingo, 7 de agosto de 2011


Nesses últimos dias procurei não pensar por onde andava ou com quem conversava. Deixei que hibernasse a minha saudade, e andei vazia por aí. Não posso dizer que foi agradável, mas me consola que meu coração bateu mais tranquilo e confortável, acreditou quando eu disse para mim mesma que estava tudo bem.

Permanecia confiante, até tropeçar no emaranhado de medos que preferi deixar de lado, mas que, mais cedo do que tarde, já vieram a me incomodar. Inevitável recaída. E agora, ando pensando muito mais do que devia, nos lugares que frequenta, nas garotas a quem dá seu telefone, nas festas que não perde. Mas eu sei; isso tudo não irá além de uns goles a mais de bebida, e de uma ou duas que levará para sua casa, mas não para sua vida.

Bem te conheço. Incha o peito e estampa um sorriso no rosto quando algo por dentro te corrói. É a tua face do orgulho. Não me engana. Parece tão aberto e sociável, mas é apenas superficialmente. Possui a consciência astuta o bastante para saber com quem dividirá um apartamento ou um cobertor por mais de um dia, e isso me tranquiliza um pouco. Você, ao contrário de mim, consegue ver além de segundas, terceiras ou trigésimas intenções, não se machuca tão fácil. E quanto a mim, sempre me avisou da minha ingenuidade... Mas eu tenho tomado cuidado, juro.

O que eu sinto é simples, é falta. E um pouco de inveja... Vergonhoso, mas admito. Porque por mais que você talvez sinta alguma saudade minha, e apenas ostente a imagem de um cara feliz, desencanado e pra frente, isso realmente te faz mover nessa direção. Você sabe lidar melhor com o “ser sozinho”. E eu, que quase morro de tanta falta, nem me movo nessa areia movediça... Era isso, se queria saber...

por Daieli Letícia

quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Que olheiras são essas? Não tá dormindo de novo? Eu estou cansada, só isso. Você nunca se sente cansada. Pois é, agora eu me sinto. Você está mentindo. (…) Me responde, caralho. Tanto faz. Sempre reclamou tanto que eu nunca te respondia e agora faz o mesmo. É o que a convivência faz com a gente. Tá fazendo de novo. O quê? Fugindo do assunto, porra. Para de falar palavrão, você sabe que me irrita. Falo a merda que eu quiser. Eu to indo embora. Não vai. Por quê? Porque tá frio, e você tá cansada. Mas eu não fico cansada. Então, vai. Não quer que eu fique? Quero, caralho. Já te disse pra não fal… Tá, tanto faz. Fica? Se você pedir com jeito. Por favor. Por favor o quê? Fica. Tá bem, vou pensar. Não tem essa de tempo pra pensar. Eu tenho a porra do tempo pra pensar que eu quiser. Pensei que não gostasse de palavrão. Eu não gosto. Então? (…) Não vai me responder de novo? É que tu me estressa, daí acaba saindo. E isso quer dizer que tu vai ficar? Pra sempre.

domingo, 31 de julho de 2011


Não tá sendo o suficiente, né? Não basta, sempre falta algo. Sempre falta qualquer detalhe, nunca é perfeito. Me diz, você acha que passou por mais coisas do que eu… para o ‘hoje’? Não. Me diz, você acha que eu não choro por ti enquanto você se diverte com outras pessoas? Me diz, você acha que eu encontro paz em todas as noites? Não, não é assim. Muito pelo contrário. Eu acabei desistindo de mim para lutar por você. Eu deixei praticamente todos os planos de lado para dizer que não me arrependeria. E elas? Elas não passam pelo que eu passo. Elas não te conhecem, elas apenas acabam se enganando. E eu? Eu choro. Eu choro pra caralho. Porque talvez seja essa a única saída para perceber o quanto isso tudo tá me fazendo mal. Não acontece nada de novo, eu só fico criando expectativas que uma vida sem dor, sem essa mágoa toda que acaba sobrando pra mim. Eu respiro fundo, eu olho pra cima, eu arrumo qualquer jeito de fazer com que as lágrimas não caiam. Não adianta, eu passo a pensar em tudo, em você, nelas, em nós. Acaba sendo uma perca de tempo dizer para mim mesma que você se importa. Me diz, eu posso te amar? Mas por que isso tem que doer tanto? Me diz, por que não pode ser apenas um vínculo normal? Por que eu sempre acabo fodendo com tudo? Por que eu tenho que me preocupar tanto? Por que eu rendo a minha própria felicidade? Acredite, isso se tornou uma droga pra mim. Uma droga estupidamente viciante. (cryandlive)

Eu queria tudo de volta. Tudo exatamente como antes. Eu não entendi o motivo, mas tudo mudou. Desde a janela do meu quarto, até o meu sorriso. Desde a porta da sala, até o meu olhar. Desde as paredes da cozinha, até o meu coração. Não sei se é saudade, ou se é solidão. Não entendo o motivo de o meu peito estar contraído agora, talvez seja pressagio de que a culpa foi minha.Sempre foi. Se choro agora, é de saudades do tempo em que o meu sorriso era verdadeiro e puro, do tempo em que meu coração não estava em pedaços, e de quando respirar não doía. Talvez eu só sinta saudades de quando eu olhava pro lado, sorria, e te via ali, além de dezenas de pessoas as quais eu sabia que poderia contar.

domingo, 24 de julho de 2011


(…) Por você, faria isso mil vezes! – me ouvi dizendo.

Virei, então, e saí correndo.

Tinha sido apenas um sorriso, e nada mais. As coisas não iam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo.

Mas me agarrei àquilo. Com os braços bem abertos. Porque, quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez eu tivesse simplesmente testemunhado o primeiro floco que se derreteria.

Saí correndo. Um adulto correndo em meio a um enxame de crianças que gritavam. Mas nem me importei. Saí correndo, com o vento batendo no rosto e um sorriso tão grande quanto o vale do Panjsher nos lábios.

Saí correndo.”

* Hosseini, K. In: O caçador de pipas